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- Published:
- 07.27.09 / 8pm
- Category:
- Writings in English
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Obrigada Lino, era mesmo o que eu estava a precisar para acordar!
Como se dizia no meu tempo, dá mesmo pica de viver!
Pena que não tenham nenhuma estatística sobre mobilidade… aposto que em 2030 1 em cada 2 pessoas já viveram em mais do que dois países.
se calhar podíamos abrandar um bocadinho… fiquei com vertigens só de ver o filme.
tenho que admitir que estou um bocado saudosista, e ainda por cima de uma realidade que nunca vivi… em que era bem mais especial ir a lugares exóticos como o nepal ou escrever uma carta que demoraria semanas ou meses a chegar ao destino, em vez de segundos, com o email.
claro que é óptimo que haja tantas inovações, sou uma grande apologista do mundo tecnológico. mas ao mesmo tempo, acho que devíamos abrandar um pouco e gozar o que já temos, em vez estar sempre à espera do novo modelo de computador com o inovador super-mega-ultra-processador e a nova tecnologia de reconhecimento de qualquer coisa que virá revolucionar o mundo que conhecemos.
e agora sinto-me um bocado a velha do restelo…
ok, até posso aceitar que os empregos mais requisitados em 2010 não existiam em 2004, ou que o conhecimento tecnológico adquirido agora rapidamente se torna obsoleto, mas a malta esquece-se daquilo que é mais importante, a História.
todos compreendemos que para melhor preparar o futuro é preciso compreender o passado, e isto é transversal a qualquer área do saber. compreender a história das artes, da literatura, da filosofia, da política, da religião, da ciência e da tecnologia continua a ser de extrema importância para melhor preparar e fazer o futuro.
a última grande revolução deu-se com o advento da Internet e a partir daqui tudo o resto vem por acréscimo com as milhentas novas formas de comunicação que apareceram e continuarão a aparecer no futuro. o facto de a coisa ser exponencial deve-se à China e Índia que possuem juntas mais de 1/3 da população mundial e a crescer, se estão a desenvolver-se, é natural que batam vários recordes diariamente! Podem crescer à vontade, mas a única coisa que peço aqueles dois países é que cresçam de forma a não hipotecar as futuras gerações. Se isto for cumprido, então tá-se bem!
Há maioria das coisas nem sem muito bem o que comentar… A mim, talvez por mera ignorância, o futuro mesmo que seja como aqui apresentado não me assusta assim tanto, tenho esta ideia que as pessoas puxam a tecnologia e a tecnologia puxa as pessoas, pelo que esta ideia de que a tecnologia vai andar mais depressa do que a adaptação das pessoas a essa mesma tecnologia, é um pouco irreal para mim. E claro que saber que o que aí vem pode ainda dar mais potencial para conhecimento, criatividade, etc do que aquilo que tenho nos dias de hoje, não podia ser mais motivante!
No entanto, houve algo no filme que me despertou particular atenção. O facto de os trabalhos com mais procura em 2010 não existirem em 2004. Não penso que isso seja uma coisa dos dias de hoje, acho que desde há muito que as coisas são assim, mesmo que a um ritmo mais brando, mas acho interessante que mesmo assim sendo é muito difícil por parte de educadores e sistemas de educação terem isso em conta. Tornei-me mais atenta a isto quando um dia vi uma ted talk do Ken Robinson, que aconselho a todos!
xi mano, devemos ter clicado os dois no comentário ao mesmo tempo!!
Pois, tb quanto às comparações com a China, a Índia e os estados unidos… Também não esperava outra coisa tendo em conta a população dos dois primeiros países. E também não acho que seja assim nada de tão especial. Tenho tendência a ver o mundo mais há conta de indíviduos do que nações, se a determinada altura houver mais indíviduos com determinadas potencialidades e com valores que encaixem com a minha maneira de pensar, e que sejam indianos ou chineses, também nada me assusta. Vamos esperar par aver…
Uma “googlada” em “did you know” vai mostrar-vos que a origem deste filme nasceu duma iniciativa de uma escola nos US. Um grupo de professores chamava a atenção para : a) o mundo está a mudar, b) o sistema de educação americano (diria mundial) não tem respostas adequadas.
Este filme é apenas um dos muitos remixes da versão original em powerpoint a que a musica de FatBoy Slim deu algum sentido de urgência.
A mudança anunciada serve os meus propósitos quando o mostro ,amiudadamente, aos meus teams. A ideia não é discutir a forma como a mudança acontecerá, mas sim estabelecer que ela vai mesmo (está mesmo a) acontecer e , portanto, receptividade para a mudança é um skill a desenvolver. Para alguns, isso é, por educação e imobilismo, bastante difícil de aceitar.
Neste post, o objectivo era chamar a atenção que a forma como educamos os nossos (potenciais e futuros) filhos deverá estar em linha com este novo conceito de permanente mudança e, como bem disse a Margarida, permanente mobilidade. Como sabem, saí de Portugal aos 48 anos de idade, passei por 3 países desde essa mudança, tive mais de meia dúzia de diferentes funções e estou a completar um mestrado aos 53. Ora isto não era normal à 20/30 anos. Estudar enquanto se é novo e estabilizar com a maturidade era a regra.
Quando saí da Alemanha para a Turquia o meu team era constituído por uma dúzia de elementos na Califórnia, outros tantos em Londres, Milão, Madrid e Dusseldorf. A gestão dessa pessoa não poderia ser feita sem a revolução das comunicações (moveis, internet, vídeo, etc) e certamente não da mesma forma como era efectuada com teams no mesmo local físico.
Como disse alguém, bem esperto: A única coisa permanente é a mudança.
Sinceramente não sei se o mundo está a mudar numa razão muito superior aquilo que acontecia no passado. Não tenho idade suficiente para poder fazer este tipo de análise mas mesmo assim acho que a partir de meados do século XX o mundo mudou sempre muito no espaço de uma década, 50’s > 60’s > 70’s > 80’s > 90’s > 00’s. O que o filme tenta mostrar é que a passagem 90’s > 00’s deu-se duma forma muito mais brusca e repentina que as passagens anteriores.
Aceitando que assim é, não vejo que haja necessidade de uma especial readaptação a estes novos tempos. concordo com a minha irmã quando afirma que “as pessoas puxam a tecnologia e a tecnologia puxa as pessoas” pelo que deve existir sim é uma diferente postura sobre a forma como adquirimos conhecimento.
Apesar disto penso que a maioria dos jovens hoje em dia já compreendeu que a Universidade não fecha um ciclo de formação mas sim inicia-o e que a postura da educação contínua e da permanente renovação dos conhecimentos é o caminho a seguir se não quiserem ficar ultrapassados.
Se não pensam assim deveriam pensar, para bem deles!
Só mais uma coisinha, aquela ideia dos empregos para a vida já não existe (e ainda bem)! Mudar de local de trabalho a cada 2 ou 3 anos ou adoptar diferentes funções em curtos espaços de tempo é a meu ver uma coisa saudável e não tem necessariamente de causar instabilidade na vida pessoal das pessoas.
Sinto-me feliz por viver a minha vida profissional nesta época onde a mobilidade, a maleabilidade e a autonomia são requisitos muito apreciados.
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