Thursday, December 18, 2008
Algo inteligente, sofisticado e pretensioso, como se fizesse alguma ideia do que estou a escrever
Acredito nas economias de mercado e no poder que estas têm de nivelar e corrigir as assimetrias que são provocadas pelo excesso de regulação/intervenção de agentes a elas externos. Acredito que os governos são por natureza ineficientes e causadores de graves distorções nas sociedades e que essa ineficiência dos governos, instituições, empresas, pessoas e economias destrói valor, acabando inapelavelmente em crises, falências ou simplesmente desaparecimento. Este facto provoca o nascimento ou ascensão de outras entidades, num ciclo continuo de aperfeiçoamento. As economias de mercado estão para os governos como a natureza está para o homem. Tal como a natureza, os mercados livres evoluem e tendem para a perfeição, embora por vezes esse facto seja precedido de acontecimentos dramáticos, e intervenções externas podem provocar desequilíbrios irrecuperáveis. Alain Minc, que nos anos 70, introduziu o termo sociedade de informação, formula de maneira clara: “Capitalism cannot break down, it is the natural state of society. Democracy is not the natural state of society. The market is”
Os acontecimentos recentes , a crise global instalada e a incapacidade das economias de se reerguerem sem ajudas “externas” colocam-me , no entanto, duvidas sérias sobre os princípios que enunciei, que defendi e que de alguma forma propaguei. Estas duvidas são amplificadas pela completa ausência de debate publico sobre aquilo que pode muito bem ser ( o exagero é meu) o colapso do capitalismo e do liberalismo. Falar sobre a crise , e todos falam sobre a crise, não é a mesma coisa do que reflectir profundamente sobre a ideologia que a originou. Estou-me borrifando para saber se o inicio foi o “mercado sub-prime” , o que me interessa verdadeiramente saber é se os princípios da economia de mercado ainda são válidos e se isto é apenas um “reset normal” e cíclico , um tropeção que o tempo corrigirá. Preocupado fico quando os ferozes teólogos liberais, que me ensinaram a desprezar o valor dos governos/estados, vêem agora com grande brado solicitar a sua intervenção – a nossa intervenção – não encontrando na sua ideologia qualquer solução para a questão.
Por isso retomei as minhas passadas leituras e fui directo a Ignácio Ramonet , Geopolítica do caos (1998), que li nessa altura , achei interessante e claro, com o senão de apresentar uma visão muito negativa do futuro da nossa economia e sociedade que não me apeteceu acreditar. Desta vez li-o, com um espírito mais aberto achei-o brilhante e aconselho os “heptas” a faze-lo o mais rapidamente possível. Versões inglesas não faltam, para os emigrantes (http://www.algora.com/4/book/details.html) e muitas das conclusões que expõe, 10 anos passados, um pouco como as profecias do Bandarra. Do site assinalado noto : ” “There will be a convulsion in the world economy the likes of which we’ve never seen before,” warned Kenneth Courtis, chief economist and strategist for Deutsche Bank Group in Tokyo, “unless policymakers manage to pull back from the current path of excess industrial capacity, high levels of debt and structurally slow growth.” That is precisely what The Geopolitics of Chaos is about, and the unnerving new cracks in global stability make this book seem prescient and increasingly relevant.”
Não percam tempo, corram já para a livraria mais próxima e ofereçam-se um presente de Natal.
Tuesday, December 16, 2008
Ecofont
Bom dia a todos! São 8 da manhã e está a custar-me imenso começar a trabalhar. Por isso, ando a navegar nos meus blogues diários, entre eles, o EcoGeek. Um blogue que descobri recentemente para quem se interessa por ciência, tecnologia e ambiente, o que nos dia de hoje penso que interessa a toda a gente! Pois bem, durante a minha navegação matinal neste blogue, descobri a ECOFONT. Achei curioso e decidi espalhar a palavra.

Inventaram esta fonte numa tentativa de poupar tinta. Os círculos dentro de cada letrinha, supostamente, poupam até 20% de tinta e com tamanhos entre 9 e 10, os círculos internos praticamente não se notam. É claro que a ideia é imprimir o menos possível, mas para todos aqueles a quem ainda custa tanto ler e rever documentos no computador, se imprimirem, podem ainda poupar tinta desta maneira. A fonte é “Open-Source”, “Free” e “Eco-Friendly”. Tanta palavra mágica junta!!! Se quiserem experimentar é só fazerem download. E têm um “Help” para quem usa Windows ou Macs. Só não têm ajuda para Linux… hmmm, será que assumem que quem usa Linux é geek e não precisa de ajuda?? Pois que se enganam, somos muitos os que usamos Linux e não temos veia geekiana!! Pff, estes preconceitos é que chateiam! Vamos lá tentar instalar isto sem ajuda e depois a ver se trabalho!! :)
Monday, December 1, 2008
“The Mayor of Castro Street: Harvey Milk”
Ontem fomos até ao cinema do Castro para ver: Milk, o novo filme do Gus Van Sant. E porque venho até aqui ao Hepta dizer isto? Porque foi emocionante e gostaria de partilhar isso convosco. Foi emocionante pela paixão que o filme transmitia e pela emoção que foi ver o filme exactamente no mesmo sitío onde tudo o que era retratado aconteceu: no Castro!
O filme é sobre o Harvey Milk, em 1977, o primeiro homossexual assumido a ter um cargo público obtido por votos na história dos Estados Unidos. Foi eleito para o “San Francisco Board of Supervisors”. Milk foi um dos heróis da história do movimento gay aqui em S. Francisco e, consequentemente, dos States. A sua campanha e a sua luta pela igualdade de direitos dos homossexuais é o que está representado no filme do Gus Van Sant. Sean Penn é quem representa Milk, num dos papéis mais emocionantes onde eu já vi o Sean Penn. Todos os restantes actores, desde o James Franco, Josh Brolin ao Diego Luna, também estão simplesmente fabulosos.
Estivemos uma hora numa fila que descia a Castro St à espera para entrar no cinema, mesmo já com os bilhetes comprados. O teatro do Castro, uma das salas de cinema mais bonitas aqui de San Francisco construida nos anos 20, com lugares para aproximadamente 1500 pessoas, estava simplesmente a transbordar de gente para ver o Milk. Arriscando, poderia dizer que mais de metade do público eram homossexuais. Agora, acho que podem imaginar a emoção que foi ver este filme, neste local, com este público. Durante o filme o entusiasmo tinha que ser libertado com aplausos. E na cena final, o silêncio era impressionante, apenas interrompido por uns quantos snifs que de vez em quando se faziam ouvir (entre eles, os meus…). Foi uma experiência fantástica e que queria deixar aqui descrita para vocês. Sei que nem todos podem vir ver o filme no Castro (no entanto, estão todos convidados!!), mas vale muito a pena ir vê-lo a uma qualquer sala de cinema, “perto de si”, no entanto, penso que só para o o início do próximo ano é que vai chegar ao nosso Portugal! Entretanto, aqui fica o “trailer” para abrir o apetite! E já agora, algumas palavras do Harvey Milk…
Wednesday, November 26, 2008
Saturday, November 15, 2008
Supremacia Americana?!
aqui estou eu novamente com um clip do Daily Show, novamente com o John Oliver. ainda agora as eleições acabaram, já estão a demonizar o Obama. às vezes é extremamente difícil manter a convicção que nem todos os americanos são loucos e exagerados.
eu sei que a maior parte dos membros do hepta está algures na terriola que é os estates, mas… serei a única a ficar terrivelmente ofendida sempre que se referem ao socialismo como o pior que poderia acontecer a um país? ou o estilo europeu de políticas como algo que nunca foi, nem alguma vez será aceite nos estados unidos (palavras ditas no meet the press)? Ora, por muito alheada que eu possa estar sobre essas políticas europeias (de facto a política nos eua dá mais pica seguir porque é entretenimento puro), ofende-me que eles achem mesmo que são melhores que qualquer outro país… já estou farta de ouvir discursos supremacistas e chauvinistas, de ambos republicanos E democratas, brancos E pretos, pessoas ignorantes E pessoas “inteligentes”, etc, etc…
e pronto… achei que devia partilhar com vocês a minha indignação… he he… dito isto, é sempre bom ouvir um europeu a gozar com os exageros americanos.
Wednesday, November 5, 2008
Natércia Barreto - Óculos de Sol
Pessoal,
Tenho andado numa grande azafama para encontrar os meus óculos de sol, procuro por todo a lado e não os encontro e, mesmo tendo a certeza de que não preciso deles, não consigo evitar o “stress”. Isto tudo porque estou a fazer a mala para ir a Lisboa. Pois é , sou mesmo um “lucky guy! .Lá vou eu para Portugal. Isso mesmo, já só faltam umas horitas. Inveja ? Um belo programa para este largo fim de semana. Deixo-vos com apenas o primeiro dia , para não massacrar muito…
5,00 h – Alvorada com morteiros …
13,00 h - Chegada a Lisboa
13,45 h - Bacaulhauzada no Rei do Bacalhau
15,00 h – Partida para os “Pasteis de Belém” (opcional Aquilo dos Jerónimos)
16,00 h – Visita à “Ginginha” do Rossio
17,15 h - Aguapé e jeropiga na “Gala da Castanha Assada”
18,00 h – Partida para o estádio da Luz
19,00 h – Sandes de coiratos no “Até os Comemus” (brejecas à discricao)
19,45 h – Espancamento do Galatassaray (possível invasão de campo, a combinar)
22,30 h – Visita ao “Solar das Bifanas”
23,45 h – Inicio do Banquete no “Enfarta Brutos”
02,45 h – “Pão Quente com Chouriço” Tour
… Resto da noite livre
Continuando! Na minha incansável procura pelos óculos de sol, uma velha música , que muitos de vós desconhecem, veio-me à memoria e quis partilhar convosco a musiquinha. Não sei se se podem divertir no fim de semana.
Eu, “Yes, I can”, “Yes, I will”
Os meus óculos de Sol (Natercia Barreto)
YES!!!!!!!!!!!!!!
Vai ter um gosto diferente e muito melhor viver aqui nos states nos próximos anos!!!

